Ora, Acabe contou a Jezabel tudo o que Elias tinha feito e como havia matado todos aqueles profetas à espada. Por isso Jezabel mandou um mensageiro a Elias para dizer-lhe: "Que os deuses me castiguem com todo o rigor, caso amanhã nesta hora eu não faça com a sua vida o que você fez com a deles". Elias teve medo e fugiu para salvar a vida. Em Berseba de Judá ele deixou o seu servo e entrou no deserto, caminhando um dia. Chegou a um pé de giesta, sentou-se debaixo dele e orou, pedindo a morte. "Já tive o bastante, Senhor. Tira a minha vida; não sou melhor do que os meus antepassados." Depois se deitou debaixo da árvore e dormiu. De repente um anjo tocou nele e disse: "Levante-se e coma". Elias olhou ao redor e ali, junto à sua cabeça, havia um pão assado sobre brasas quentes e um jarro de água. Ele comeu, bebeu e deitou-se de novo. O anjo do Senhor voltou, tocou nele e disse: "Levante-se e coma, pois a sua viagem será muito longa".
(1 Reis 19:1-7)
Mesmo o profeta Elias sendo servo do Deus Todo-Poderoso, em sua condição humana, ele sentiu fragilidades e desejou morrer. Ao lermos esse texto, nós perceberemos uma perseguição implacável contra alguém que fazia a vontade de Deus em tempos onde a promiscuidade, a idolatria e todo tipo de imoralidade. Isso lhe lembra alguma coisa?
Nossa sociedade vive às custas da aparência. Pode ser que o artista de cinema que tanto admiramos esteja tentando se libertar das drogas e/ou bebidas. Pode ser que aquele belíssimo casal da televisão estejam passando por crises no casamento. Mas a aparência é o que vale! Ninguém precisa saber de como está o ser humanos por dentro... a não ser Deus!
No ano passado (5 de Abril de 2014) Matthew Warren (27), filho do pastor, escritor e conferencista Rick Warren suicidou-se. Tal fato espantou os cristãos dos EUA. Pois o best-seller “Uma Vida com Propósitos” mostrava claramente um pastor preparado e maduro. Mas o seu filho já se mostrava traços de transtornos de personalidades e depressão, mas não perceberam a tempo tal questão. Após o fato houve bastante luto naquele lar (até hoje!).
A história desse jovem é a nossa hoje em dia! Muitas vezes estamos sorrindo para o nosso irmão em um culto, mas o nosso desejo é o de chorar. Nos mostramos fortes e ainda achamos que circunstâncias como essas não podem (e nem devem) acontecer com um filho de Deus. E se acontece... Será que sou filho de Deus? O que está havendo comigo? Eu oro, jejuo, canto louvores e sempre estou indo para igreja. Isso não poderia acontecer comigo! Afinal, “praga nenhuma chegará em minha tenda” (salmo 91:10).
A intenção dessa reflexão é mostrar que não somos super-heróis e que somos limitados e necessitamos de auxílio. Se levarmos uma topada, por exemplo, magoaremos nosso dedo. E se a intensidade for maior poderemos até chorar. Vivemos hoje numa matéria limitada e em um mundo difícil de se viver (e de se conviver). Nossa rotina é intensa e ao mesmo tempo é exigido de nós uma conduta impecável. Nossa alma muitas vezes clama por socorro por não haver um descanso. Devemos aprender que somos limitados. “E quem estiver de pé, tome cuidado para que não caia” ( I Co. 10:12). Mas se cair, saiba que você é humano, não Deus.
Gostaria de abordar algumas verdades que observei lendo a história de Elias.
1. Mesmo após uma grande vitória,
Elias teve medo de perder a sua vida
“Ora, Acabe contou a Jezabel tudo o que Elias tinha feito e como havia matado todos aqueles profetas à espada. Por isso Jezabel mandou um mensageiro a Elias para dizer-lhe: "Que os deuses me castiguem com todo o rigor, caso amanhã nesta hora eu não faça com a sua vida o que você fez com a deles". Elias teve medo e fugiu para salvar a vida. Em Berseba de Judá ele deixou o seu servo.”
(1 Reis 19:1-3)
Se conhecêssemos Elias apenas por esse texto definiríamos ele como um simples covarde. Porém podemos perceber que isso não é verdade. Ele foi uma pessoa tremendamente usada por Deus para ensinar as “verdades esquecidas”. Muitos naquele tempo serviam a ídolos de madeira, barro, ouro e bronze. Ousadamente Elias fez um desafio para os 400 profetas de Baal: o Deus que respondesse a uma oferta oferecida no altar com fogo, esse seria o Deus verdadeiro. Resultado: O Senhor foi glorificado e os profetas de baal reconheceram que só o Senhor é Deus (1Reis 18:21-40).
Responde-me, ó Senhor, responde-me, para que este povo saiba que tu, ó Senhor, és Deus, e que fazes o coração deles voltar para ti". Então o fogo do Senhor caiu e queimou completamente o holocausto, a lenha, as pedras e o chão, e também secou totalmente a água na valeta. Quando o povo viu isso, todos caíram prostrados e gritaram: "O Senhor é Deus! O Senhor é Deus! "
(1 Reis 18:37-39 )
Após tal acontecimento, o destemido profeta temeu a ameaça da Jezabel. Desafiou 400 profetas, mas temeu uma mulher. Assim como o profeta, todos nós temos nossos temores. Muitas vezes nossos temores vem de alguma limitação que temos, ou até uma exaustão de atividades. Todos homens de Deus tiveram complicações em suas caminhadas. Provavelmente o Apóstolo Paulo teve sérias complicações com o tal espinho na carne, por exemplo.
Elias preferiu correr após uma grande vitória. Já estava exausto em dar “murro em ponta de faca”. Será que hoje não estamos da mesma forma? Será que o pessimismo não tomou o nosso coração e a coragem que tínhamos antes? Se Elias fugiu, isso mostra a humanidade frágil de um homem de Deus.
2.Na história de Elias nós Encontramos
Claros traços de depressão
...e entrou no deserto, caminhando um dia. Chegou a um pé de giesta, sentou-se debaixo dele e orou, pedindo a morte. "Já tive o bastante, Senhor. Tira a minha vida; não sou melhor do que os meus antepassados."
(1 Reis 19:4 )
Elias sentia-se sobrecarregado com toda essa sua vida intensa. Passou por diversas perseguições, secas, desafios etc. Dia após dia sentia-se pressionado por servir a um Deus que se tornou desconhecido de Israel e de Jerusalém. Muitos queriam a sua morte. Agora era ele que estava clamando por ela.
O primeiro quadro angustiante de Elias que posso destacar foi a sua prostração: o Momento em que ele se entrega por completo às suas adversidades. Desistir de dar continuidade àquilo pelo qual foi chamado. Ele estava naquele momento dando um basta. Não queria mais lutar!
Quantas vezes não estamos assim?! Preferimos seguir o curso do mundo à remar contra a maré. Olhamos para trás e desejamos parar. Basta! Estou Cansado!
Elias também desejou a morte. Não porque ele não amasse a vida, mas pelo que estava ocorrendo ao seu redor. Não aguentava mais tanta perseguição sem nenhuma mudança. Ele não via reação das pessoas ansiando por Deus. De que adiantava pregar então, se não havia arrependimento? Com isso, ele sentia-se inferiorizado, menosprezado e pessimista. “não sou melhor do que os meus antepassados”, ele dizia. Muitas vezes nossa visão pessimista de como está mundo e de quem somos pode nos afastar dos verdadeiros propósitos.
Posso então concluir que tais sentimentos estão intrinsecamente ligados ao ser humano. A questão é como lidamos com esses sentimentos. Entregar-se a esse sentimento pode ser perigoso.
3. Elias Necessitava Descansar
e Se Alimentar Bem
Depois se deitou debaixo da árvore e dormiu. De repente um anjo tocou nele e disse: "Levante-se e coma". Elias olhou ao redor e ali, junto à sua cabeça, havia um pão assado sobre brasas quentes e um jarro de água. Ele comeu, bebeu e deitou-se de novo. O anjo do Senhor voltou, tocou nele e disse: "Levante-se e coma, pois a sua viagem será muito longa".
(1 Reis 19:5-7)
Muitas vezes quando estamos angustiados, focado nos problemas e deprimidos, não dormimos bem, nem sequer nos alimentamos direito. Provavelmente esse era o diagnóstico de Elias. Uma vida de intensa perseguição exigia bastante do vigor do profeta. Independente de como seja a nossa vida necessitamos criar uma rotina de alimentação e de descanso diário. Não podemos acrescentar uma hora sequer na nossa vida vivendo uma vida de ansiedade.
“Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida.”
(Mateus 6:28)
Deus realizou algo simples usando um instrumento nada convencional: um anjo. Ele supriu as necessidades alimentares de um profeta através de um anjo! Isso mostra que independente de como estamos, o Senhor nos envia um refrigério em nossa caminhada.
4. A jornada é longa, Mas Deus
Nos conduz por Seu caminho
O anjo do Senhor voltou, tocou nele e disse: "Levante-se e coma, pois a sua viagem será muito longa".
(1 Reis 19:5-7)
O que Elias estava passando era algo temporário. Mas isso não quer dizer que se encerraria as suas tribulações. As tribulações jamais cessarão enquanto estivermos vivos. Muitos pregadores da teologia da prosperidade vendem um evangelho do triunfo. Muitos deles consideram até as tribulações como pecado e condenam todos aqueles que passam por dificuldades.
Jesus nos adverte que no mundo teremos aflições (João 16:33). Ele nos garantiu uma vitória eterna, mas para isso, nós deveremos perseverar até o fim. Outra coisa: Ele não nos deixou sozinhos. Nos garantiu o Seu Espírito como selo de sua promessa.
Muitas vezes quando estamos em circunstâncias de pessimismos, não percebemos a intervenção de Deus. Ele nunca nos abandona. Ao contrário... Muitas vezes somos nós que tapamos os ouvidos para ele. Ele nos garante uma promessa que nos seguirá até a volta de Jesus, que é:
“E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos.” (Mateus 28:20b)
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Moral travestida x Amor Incondicional
Os mestres da lei e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher surpreendida em adultério. Fizeram-na ficar em pé diante de todos e disseram a Jesus: "Mestre, esta mulher foi surpreendida em ato de adultério. Na Lei, Moisés nos ordena apedrejar tais mulheres. E o senhor, que diz? "Eles estavam usando essa pergunta como armadilha, a fim de terem uma base para acusá-lo. Mas Jesus inclinou-se e começou a escrever no chão com o dedo. Visto que continuavam a interrogá-lo, ele se levantou e lhes disse: "Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela". Inclinou-se novamente e continuou escrevendo no chão. Os que o ouviram foram saindo, um de cada vez, começando com os mais velhos. Jesus ficou só, com a mulher em pé diante dele. Então Jesus pôs-se de pé e perguntou-lhe: "Mulher, onde estão eles? Ninguém a condenou? "Ninguém, Senhor", disse ela. Declarou Jesus: "Eu também não a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado".
(João 8:3-11)
Jesus, mesmo conhecendo mais do que todos a vida daquela mulher pecadora, a perdoou e a despediu em paz. Será que agiríamos da mesma forma? Será que atuaríamos com misericórdia, ou seríamos como os fariseus e mestres da lei, que condenam veementemente alguém? Essa reflexão será um tanto diferente como as demais. Gostaria de abordar uma questão que ultimamente tem ocorrido fortemente no mundo inteiro: a Intolerância.
Segundo a Wikipédia – a Enciclopédia Livre, o termo “intolerância” significa “atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões” (acredito também que práticas diferentes do convencional). Ultimamente ao lermos jornais, revistas eletrônicas, ou ao ligarmos a televisão para assistirmos noticiários perceberemos que a intolerância está em diversos lugares. Ela encontra-se na política, nas escolas, nos esportes, na opinião – e porque não dizer também – na religião.
Existem muitas pessoas que sofrem a consequência dos intolerantes. Aqueles que carregam a bandeira da intolerância assumem-se muitas vezes como representantes da moral e da boa conduta. E o pior... em nome de Deus executa uma “guerra santa” contra aqueles que são diferentes. Com isso, praticantes de candomblé são apedrejados, homossexuais são taxados de filhos do diabo e quaisquer pessoas que sejam diferentes da nossa realidade consideramos como malditos. Mesmo sabendo que segundo a Bíblia em I Coríntios 5: 12 e 13 apenas nos cabe julgarmos os de “dentro do nosso aprisco” (entenda-se igreja), pois os de fora, cabe a Deus.
Pois, como haveria eu de julgar os de fora da igreja? Não devem vocês julgar os que estão dentro? Deus julgará os de fora. "Expulsem esse perverso do meio de vocês".
(1 Coríntios 5:12,13)
O meu desejo com essa mensagem é de que tenhamos uma visão de misericórdia e nos esforcemos para vivermos em amor com o nosso próximo, independente de quem seja.
Com a história da mulher que caiu em adultério eu compreendo algumas questões de nossa realidade:
Segundo a Wikipédia – a Enciclopédia Livre, o termo “intolerância” significa “atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões” (acredito também que práticas diferentes do convencional). Ultimamente ao lermos jornais, revistas eletrônicas, ou ao ligarmos a televisão para assistirmos noticiários perceberemos que a intolerância está em diversos lugares. Ela encontra-se na política, nas escolas, nos esportes, na opinião – e porque não dizer também – na religião.
Existem muitas pessoas que sofrem a consequência dos intolerantes. Aqueles que carregam a bandeira da intolerância assumem-se muitas vezes como representantes da moral e da boa conduta. E o pior... em nome de Deus executa uma “guerra santa” contra aqueles que são diferentes. Com isso, praticantes de candomblé são apedrejados, homossexuais são taxados de filhos do diabo e quaisquer pessoas que sejam diferentes da nossa realidade consideramos como malditos. Mesmo sabendo que segundo a Bíblia em I Coríntios 5: 12 e 13 apenas nos cabe julgarmos os de “dentro do nosso aprisco” (entenda-se igreja), pois os de fora, cabe a Deus.
Pois, como haveria eu de julgar os de fora da igreja? Não devem vocês julgar os que estão dentro? Deus julgará os de fora. "Expulsem esse perverso do meio de vocês".
(1 Coríntios 5:12,13)
O meu desejo com essa mensagem é de que tenhamos uma visão de misericórdia e nos esforcemos para vivermos em amor com o nosso próximo, independente de quem seja.
Com a história da mulher que caiu em adultério eu compreendo algumas questões de nossa realidade:
1. A intolerância não respeita o que é importante
"Ao amanhecer ele apareceu novamente no templo, onde todo o povo se reuniu ao seu redor, e ele se assentou para ensiná-lo. Os mestres da lei e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher surpreendida em adultério. Fizeram-na ficar em pé diante de todos."(João 8:2,3)
Jesus sabia da necessidade de ensinar sobre o Reino de Deus ao povo. Afinal, Cristo sabia que eles estavam “aflitos e desamparados, como ovelhas sem pastor” (Mateus 9:36). O ensino verdadeiro das Escrituras nos tira das garras da ignorância e da falsa religiosidade; e devemos priorizar tal momento em nossa vida.
Muitas pessoas têm sido guiadas por falsos ensinos que tem sido divulgado na televisão, na internet, em mídias sociais... em igrejas. Precisamos nos apegar intensamente na leitura da Palavra de Deus para que saibamos se o ensino transmitido em um púlpito é, ou não é de Deus.
"Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja corretamente a palavra da verdade. Evite as conversas inúteis e profanas, pois os que se dão a isso prosseguem cada vez mais para a impiedade."(2 Timóteo 2:15,16)
E nada deve atrapalhar tal momento. Mas os líderes religiosos e os fariseus interromperam esse momento, não pela preocupação da situação do adultério, apenas para pegar Jesus em falso... Utilizando-se de uma vida para mostrar-se moralmente certos.
2. A Intolerância não Respeita a Vida do Próximo
"Fizeram-na ficar em pé diante de todos e disseram a Jesus: "Mestre, esta mulher foi surpreendida em ato de adultério. Na Lei, Moisés nos ordena apedrejar tais mulheres. E o senhor, que diz?"(João 8:3b-5)
Imagina alguém expor seus erros mais íntimos diante de uma multidão? E o pior! Sabendo-se que naquele momento haveria possibilidade de condenação – fora a humilhação pública ocorrida em daquele momento!
A intolerância não se preocupa em resolver conflitos, mas de exterminar os autores. Nossa sociedade é muito parecida! Quantas pessoas não são condenadas por serem diferentes, ou por praticarem algo que sai do nosso convencional? Desde uma criança obesa vítima de bulling, até uma pessoa que professa uma crença diferente da nossa.
Em nome de uma moral, as pessoas criticam, desprezam e até matam pelo que acreditam. Assim são os grupos extremistas da Al-Qaeda, Estado Islâmico, assim são os políticos evangélicos, assim foi Hitler... Assim somos nós em proporções diferentes.
3. A Intolerância não Julga com Justiça
e disseram a Jesus: "Mestre, esta mulher foi surpreendida em ato de adultério. Na Lei, Moisés nos ordena apedrejar tais mulheres. E o senhor, que diz? (João 8:4-5)
Parece um absurdo essa minha pergunta, mas... como se comete adultério sozinho? Esse julgamento estava sendo machista e parcial. Segundo Levítico 20:10, “tanto o adúltero quanto a adúltera terão que ser executados”. Mas cadê o adúltero? Onde será que ele estava? Com sua família? Cuidando dos negócios? Ou exercendo o seu ofício religioso nas sinagogas?
Parecia que tais líderes religiosos pensavam em condená-la a todo o custo, mas poupava o adúltero. Será que ele era o maior dizimista no templo? Vale a pena refletirmos nisso.
4. Jesus nos mede pela mesma medida que medimos os outros
"Visto que continuavam a interrogá-lo, ele se levantou e lhes disse: "Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela". Inclinou-se novamente e continuou escrevendo no chão. Os que o ouviram foram saindo, um de cada vez, começando com os mais velhos. Jesus ficou só, com a mulher em pé diante dele."(João 8:7-9)
O maior critério de observância que devemos ter é a nossa vida. Costumamos olhar muito para o nosso próximo, mas jamais nos atrevemos a olhar para os nossos erros. Quase nunca nos atrevemos a nos pôr em silêncio para olharmos para dentro de nós. E se somos melhores hoje é porque um dia Deus nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado (Colossenses 1:13). Os de fora ainda não tiveram a mesma oportunidade (ou não corresponderam ainda a tal convocação de Cristo).
A medida que somos medidos é a mesma que temo medido os outros. Então cuidado ao olharmos para os outros com olhar de condenação! Pois um dia estávamos na mesma condição que a deles. Amemos nosso próximo assim como Jesus faria.
5. Jesus não condena o pecador, mas solicita que o mesmo reavalie sua vida
Então Jesus pôs-se de pé e perguntou-lhe: "Mulher, onde estão eles? Ninguém a condenou? "Ninguém, Senhor", disse ela. Declarou Jesus: "Eu também não a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado". (João 8:10-11)
O corpo de Cristo deveria significar esperança para os que necessitam mudar, mas ultimamente tem se tornado um lugar de condenação de práticas e condutas. Muitos hoje têm receio de entrar em um espaço religioso com receio de ser retalhados pelos olhares e por exposições feitas em um púlpito.
Como eu gostaria de pedir perdão a todos aqueles que foram feridos por maus pregadores diante de um púlpito. Nossa pregação tem que se limitado apenas ao juízo de Deus, mas não ao que Ele pode fazer por nós (e em nós). Deus ama a todos e pede apenas que reavaliemos nossas condutas. Não sou melhor que uma prostituta, um travesti, ou um drogado. Apenas o meu foco e minha reavaliação de vida é diferente.
Sou pecador e falho, mas tenho Jesus Cristo como meu Salvador, Advogado e Redentor.... Eles precisam saber e experimentar isso!
Jesus sabia da necessidade de ensinar sobre o Reino de Deus ao povo. Afinal, Cristo sabia que eles estavam “aflitos e desamparados, como ovelhas sem pastor” (Mateus 9:36). O ensino verdadeiro das Escrituras nos tira das garras da ignorância e da falsa religiosidade; e devemos priorizar tal momento em nossa vida.
Muitas pessoas têm sido guiadas por falsos ensinos que tem sido divulgado na televisão, na internet, em mídias sociais... em igrejas. Precisamos nos apegar intensamente na leitura da Palavra de Deus para que saibamos se o ensino transmitido em um púlpito é, ou não é de Deus.
"Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja corretamente a palavra da verdade. Evite as conversas inúteis e profanas, pois os que se dão a isso prosseguem cada vez mais para a impiedade."(2 Timóteo 2:15,16)
E nada deve atrapalhar tal momento. Mas os líderes religiosos e os fariseus interromperam esse momento, não pela preocupação da situação do adultério, apenas para pegar Jesus em falso... Utilizando-se de uma vida para mostrar-se moralmente certos.
2. A Intolerância não Respeita a Vida do Próximo
"Fizeram-na ficar em pé diante de todos e disseram a Jesus: "Mestre, esta mulher foi surpreendida em ato de adultério. Na Lei, Moisés nos ordena apedrejar tais mulheres. E o senhor, que diz?"(João 8:3b-5)
Imagina alguém expor seus erros mais íntimos diante de uma multidão? E o pior! Sabendo-se que naquele momento haveria possibilidade de condenação – fora a humilhação pública ocorrida em daquele momento!
A intolerância não se preocupa em resolver conflitos, mas de exterminar os autores. Nossa sociedade é muito parecida! Quantas pessoas não são condenadas por serem diferentes, ou por praticarem algo que sai do nosso convencional? Desde uma criança obesa vítima de bulling, até uma pessoa que professa uma crença diferente da nossa.
Em nome de uma moral, as pessoas criticam, desprezam e até matam pelo que acreditam. Assim são os grupos extremistas da Al-Qaeda, Estado Islâmico, assim são os políticos evangélicos, assim foi Hitler... Assim somos nós em proporções diferentes.
3. A Intolerância não Julga com Justiça
e disseram a Jesus: "Mestre, esta mulher foi surpreendida em ato de adultério. Na Lei, Moisés nos ordena apedrejar tais mulheres. E o senhor, que diz? (João 8:4-5)
Parece um absurdo essa minha pergunta, mas... como se comete adultério sozinho? Esse julgamento estava sendo machista e parcial. Segundo Levítico 20:10, “tanto o adúltero quanto a adúltera terão que ser executados”. Mas cadê o adúltero? Onde será que ele estava? Com sua família? Cuidando dos negócios? Ou exercendo o seu ofício religioso nas sinagogas?
Parecia que tais líderes religiosos pensavam em condená-la a todo o custo, mas poupava o adúltero. Será que ele era o maior dizimista no templo? Vale a pena refletirmos nisso.
4. Jesus nos mede pela mesma medida que medimos os outros
"Visto que continuavam a interrogá-lo, ele se levantou e lhes disse: "Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela". Inclinou-se novamente e continuou escrevendo no chão. Os que o ouviram foram saindo, um de cada vez, começando com os mais velhos. Jesus ficou só, com a mulher em pé diante dele."(João 8:7-9)
O maior critério de observância que devemos ter é a nossa vida. Costumamos olhar muito para o nosso próximo, mas jamais nos atrevemos a olhar para os nossos erros. Quase nunca nos atrevemos a nos pôr em silêncio para olharmos para dentro de nós. E se somos melhores hoje é porque um dia Deus nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado (Colossenses 1:13). Os de fora ainda não tiveram a mesma oportunidade (ou não corresponderam ainda a tal convocação de Cristo).
A medida que somos medidos é a mesma que temo medido os outros. Então cuidado ao olharmos para os outros com olhar de condenação! Pois um dia estávamos na mesma condição que a deles. Amemos nosso próximo assim como Jesus faria.
5. Jesus não condena o pecador, mas solicita que o mesmo reavalie sua vida
Então Jesus pôs-se de pé e perguntou-lhe: "Mulher, onde estão eles? Ninguém a condenou? "Ninguém, Senhor", disse ela. Declarou Jesus: "Eu também não a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado". (João 8:10-11)
O corpo de Cristo deveria significar esperança para os que necessitam mudar, mas ultimamente tem se tornado um lugar de condenação de práticas e condutas. Muitos hoje têm receio de entrar em um espaço religioso com receio de ser retalhados pelos olhares e por exposições feitas em um púlpito.
Como eu gostaria de pedir perdão a todos aqueles que foram feridos por maus pregadores diante de um púlpito. Nossa pregação tem que se limitado apenas ao juízo de Deus, mas não ao que Ele pode fazer por nós (e em nós). Deus ama a todos e pede apenas que reavaliemos nossas condutas. Não sou melhor que uma prostituta, um travesti, ou um drogado. Apenas o meu foco e minha reavaliação de vida é diferente.
Sou pecador e falho, mas tenho Jesus Cristo como meu Salvador, Advogado e Redentor.... Eles precisam saber e experimentar isso!
quarta-feira, 17 de junho de 2015
TEM CERTEZA, DEUS?!
| Adicionar legenda |
(Êxodo 3:7-11)
Mesmo o Deus Todo Poderoso convocando Moises para uma grande missão, o relutar foi inevitável. Praticamente nessa leitura vemos um Deus desejoso em salvar e um homem se esquivando de tão grande privilégio.
Parece que falar de Moisés ultimamente tem sido moda! A célebre história da vocação de Moisés esses dias foi abordado com muitos efeitos especiais com o filme “Êxodos - Deuses e Reis”, durante a semana da Páscoa e ultimamente através de uma novela em uma certa rede de televisão; que por sinal (me perdoem o comentário!), tem um roteiro péssimo. Poderiam usar a Bíblia.... Apenas acho!
Muitas vezes vemos um Moisés considerado o maior de todos os profetas; O instrumento de Deus para a libertação de todos os hebreus oprimidos. Praticamente, tirando o evento que ele perde a paciência com o povo (e com isso o acesso à terra prometida), vemos muitas vezes um Moisés quase que impecável... O que não é verdade!
O evento lido acima foi uma quando Deus convocou Moisés para ser Sua testemunha diante de faraó. Mas ele não se via capaz de ser seu representante. O intuito dessa mensagem é perceber que não importa a nossa visão que temos de nós mesmos, Deus nos chama para sermos vozes dEle às nações.
Gostaria de analisar algumas questões desse evento ocorrido para nossa reflexão:
1. Deus tem ouvido o Clamor dos Oprimidos E discorda que eles permaneçam da mesma forma
Disse o Senhor: "De fato tenho visto a opressão sobre o meu povo no Egito, e também tenho escutado o seu clamor, por causa dos seus feitores, e sei quanto eles estão sofrendo. Por isso desci para livrá-lo das mãos dos egípcios e tirá-los daqui para uma terra boa e vasta, onde manam leite e mel: a terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus.
Parece que falar de Moisés ultimamente tem sido moda! A célebre história da vocação de Moisés esses dias foi abordado com muitos efeitos especiais com o filme “Êxodos - Deuses e Reis”, durante a semana da Páscoa e ultimamente através de uma novela em uma certa rede de televisão; que por sinal (me perdoem o comentário!), tem um roteiro péssimo. Poderiam usar a Bíblia.... Apenas acho!
Muitas vezes vemos um Moisés considerado o maior de todos os profetas; O instrumento de Deus para a libertação de todos os hebreus oprimidos. Praticamente, tirando o evento que ele perde a paciência com o povo (e com isso o acesso à terra prometida), vemos muitas vezes um Moisés quase que impecável... O que não é verdade!
O evento lido acima foi uma quando Deus convocou Moisés para ser Sua testemunha diante de faraó. Mas ele não se via capaz de ser seu representante. O intuito dessa mensagem é perceber que não importa a nossa visão que temos de nós mesmos, Deus nos chama para sermos vozes dEle às nações.
Gostaria de analisar algumas questões desse evento ocorrido para nossa reflexão:
1. Deus tem ouvido o Clamor dos Oprimidos E discorda que eles permaneçam da mesma forma
Disse o Senhor: "De fato tenho visto a opressão sobre o meu povo no Egito, e também tenho escutado o seu clamor, por causa dos seus feitores, e sei quanto eles estão sofrendo. Por isso desci para livrá-lo das mãos dos egípcios e tirá-los daqui para uma terra boa e vasta, onde manam leite e mel: a terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus.
(Êxodo 3:7-8)
O SENHOR não concordava com tal opressão que estava acontecendo com os hebreus. Tenho plena convicção que assim como está escrito que Deus não rejeita o quebrantado (Salmo 51:17), Deus ouviu o clamor daqueles oprimidos que discordavam viver daquela forma.
Hoje temos diversos tipos de pessoas oprimidas em nosso mundo. Pode ser que não estejam sob um trabalho escravo como os hebreus, mas podem estar sendo oprimidos de outras formas. Escravos da bebida, das drogas, do abandono; Pessoas que necessitam ser libertas de si mesmas e do deus desse século. Vemos hoje em dia mulheres sendo espancadas, jovens sem perspectivas de vida, crianças molestadas, famílias desestruturadas, idosos sendo abandonados nas esquinas das ruas, assim por diante. O mundo está em colapso, clamando por ajuda... Deus não suporta mais isso!
2. Deus tem pressa e nos
Convoca para algo emergencial
Vá, pois, agora; eu o envio ao faraó para tirar do Egito o meu povo, os israelitas".
O SENHOR não concordava com tal opressão que estava acontecendo com os hebreus. Tenho plena convicção que assim como está escrito que Deus não rejeita o quebrantado (Salmo 51:17), Deus ouviu o clamor daqueles oprimidos que discordavam viver daquela forma.
Hoje temos diversos tipos de pessoas oprimidas em nosso mundo. Pode ser que não estejam sob um trabalho escravo como os hebreus, mas podem estar sendo oprimidos de outras formas. Escravos da bebida, das drogas, do abandono; Pessoas que necessitam ser libertas de si mesmas e do deus desse século. Vemos hoje em dia mulheres sendo espancadas, jovens sem perspectivas de vida, crianças molestadas, famílias desestruturadas, idosos sendo abandonados nas esquinas das ruas, assim por diante. O mundo está em colapso, clamando por ajuda... Deus não suporta mais isso!
2. Deus tem pressa e nos
Convoca para algo emergencial
Vá, pois, agora; eu o envio ao faraó para tirar do Egito o meu povo, os israelitas".
(Êxodo 3:10)
Diante de uma necessidade tão gritante, Deus nos convoca. E sua convocação tem um caráter de grande emergência. Ele sabe o momento certo de agir e principalmente através de quem Ele quer agir. Em Mateus 9:37, Jesus certa vez mostrou a grande necessidade de obreiros em Sua obra dizendo:
“…A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos.” (Mateus 9:37)
A maior dificuldade hoje em dia na obra de Deus não é a ausência do que se fazer, mas a ausência dos obreiros para que se faça algo. O caráter é de emergência pelo simples fato de que Jesus está voltando e as pessoas tem a oportunidade de serem salvas, perdoadas, redimidas, justificadas e retificadas através da mensagem de salvação. Mas como diz em Romanos 10: 13-15:
"todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo". Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: "Como são belos os pés dos que anunciam boas novas!" (Romanos 10:13-15)
Nosso caráter torna-se de emergência e Deus nos concede tal honraria de levar tal mensagem de salvação.
Diante de uma necessidade tão gritante, Deus nos convoca. E sua convocação tem um caráter de grande emergência. Ele sabe o momento certo de agir e principalmente através de quem Ele quer agir. Em Mateus 9:37, Jesus certa vez mostrou a grande necessidade de obreiros em Sua obra dizendo:
“…A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos.” (Mateus 9:37)
A maior dificuldade hoje em dia na obra de Deus não é a ausência do que se fazer, mas a ausência dos obreiros para que se faça algo. O caráter é de emergência pelo simples fato de que Jesus está voltando e as pessoas tem a oportunidade de serem salvas, perdoadas, redimidas, justificadas e retificadas através da mensagem de salvação. Mas como diz em Romanos 10: 13-15:
"todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo". Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: "Como são belos os pés dos que anunciam boas novas!" (Romanos 10:13-15)
Nosso caráter torna-se de emergência e Deus nos concede tal honraria de levar tal mensagem de salvação.
3. Independente de nossa dúvida
Deus Nos convoca por Sua soberania
Moisés, porém, respondeu a Deus: "Quem sou eu para apresentar-me ao faraó e tirar os israelitas do Egito?" (Êxodo 3:7-11)
Não existem uma razão lógica que explique o porquê Deus nos escolhe. Porque Deus escolheu uma pessoa gaga e insegura como Moisés? Porque escolhe Davi como rei, mesmo sabendo que ele adulteraria e ainda cometeria homicídio? Como Deus chama o rei Ciro de “Meu Servo”? Verdadeiramente não tem como compreender a soberana vontade de Deus. O próprio Isaías diz o seguinte em Isaias 55:
"Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos e os meus pensamentos mais altos do que os seus pensamentos. Assim como a chuva e a neve descem dos céus e não voltam para ele sem regarem a terra e fazerem-na brotar e florescer, para ela produzir semente para o semeador e pão para o que come, assim também ocorre com a palavra que sai da minha boca: Ela não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei.
Deus Nos convoca por Sua soberania
Moisés, porém, respondeu a Deus: "Quem sou eu para apresentar-me ao faraó e tirar os israelitas do Egito?" (Êxodo 3:7-11)
Não existem uma razão lógica que explique o porquê Deus nos escolhe. Porque Deus escolheu uma pessoa gaga e insegura como Moisés? Porque escolhe Davi como rei, mesmo sabendo que ele adulteraria e ainda cometeria homicídio? Como Deus chama o rei Ciro de “Meu Servo”? Verdadeiramente não tem como compreender a soberana vontade de Deus. O próprio Isaías diz o seguinte em Isaias 55:
"Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos e os meus pensamentos mais altos do que os seus pensamentos. Assim como a chuva e a neve descem dos céus e não voltam para ele sem regarem a terra e fazerem-na brotar e florescer, para ela produzir semente para o semeador e pão para o que come, assim também ocorre com a palavra que sai da minha boca: Ela não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei.
(Isaías 55:9-11)
O que dizer depois dessa citação? Deus sabe o porquê dEle ter nos escolhido. Ele não olha para a nossa cor, raça, sexo, posição social... Ele simplesmente acredita e confia em/a você tão honrosa tarefa de levar as boas novas aos cativos e proclamar libertação aos oprimidos. Ele pode contar com você?
O que dizer depois dessa citação? Deus sabe o porquê dEle ter nos escolhido. Ele não olha para a nossa cor, raça, sexo, posição social... Ele simplesmente acredita e confia em/a você tão honrosa tarefa de levar as boas novas aos cativos e proclamar libertação aos oprimidos. Ele pode contar com você?
terça-feira, 9 de junho de 2015
quinta-feira, 4 de junho de 2015
Um sentido para vida em um mundo sem Sentido
“Agora
que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: tema a Deus e obedeça aos seus
mandamentos, porque isso é o essencial para o homem. Pois Deus trará a
julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom,
seja mau.
(Eclesiastes 12:13-14)
O
escritor de Eclesiastes considera que o essencial para a vida do homem é temer
a Deus e Obedecê-lo. Nessa leitura podemos observar uma
pessoa experimentada em dias resumindo o propósito maior de toda a vida aqui na
terra, mostrando que nada nessa vida tem sentido... quem concorda com o autor?
Se tivermos a ousadia de apenas ler o livro de
Eclesiastes pela metade sem concluí-lo, no mínimo você se encontrará deprimido
(a) juntamente com o autor que, em grande parte do livro alega que nada nessa
vida tem sentido. Palavras como “inútil”, “sem sentido”, ou “loucura” resumem a
vida para esse autor. E para piorar ele não considera as suas conquistas, nem o
seu trabalho como algo que lhe favoreceu para o fim de sua vida. Forte isso!
Por favor, meus irmãos, não me considere fatalista
ou pessimista. Mas será que a nossa vida se baseia em filmes épicos como
Gladiador? Em uma das cenas do filme por exemplo, o personagem principal é indagado:
- Porque você luta? – Eu luto para não
lutar mais, ele respondeu. Mas e depois? Será que a nossa vida serve apenas
para prestarmos serviços ao nosso Estado, para que no final dos nossos dias
vivamos de nossa aposentadoria? Ou então para vivermos de forma fútil, para que
no final de nossas vidas nos arrependamos dizendo: gastei boa parte de minha
vida!
A intenção dessa mensagem não é torna-lo um
pessimista, depressivo e angustiado. Mas sim de ajudar a todos a questionarem como temos vivido e o que realmente
importa para nossa vida.
Gostaria de analisar algumas questões que são
abordadas no livro de Eclesiastes.
1. Se esforçar para
obter sabedoria e fama é algo extremamente
insensato
“Pensei comigo mesmo:
Eu me tornei famoso e ultrapassei em sabedoria todos os que governaram
Jerusalém antes de mim; de fato adquiri muita sabedoria e conhecimento. Assim
eu me esforcei para compreender a sabedoria, bem como a loucura e a insensatez,
mas aprendi que isso também é correr atrás do vento. Pois quanto maior a
sabedoria maior o sofrimento; e quanto maior o conhecimento, maior o desgosto.”
(Eclesiastes 1:16-18)
A busca por conhecimento é necessária. A Bíblia nos
orienta a não viver sem. Em Oseias 4:6 fala que o Seu povo foi destruído pela falta de conhecimento. Porém a busca
desenfreada por conhecimento torna-se angustiante.
Hoje vemos muitas pessoas se debruçando aos
estudos. Não pelo simples fato de amar a leitura e o conhecimento, mas para conseguir
passar em um concurso público e ter estabilidade. Porém isso acaba se tornando
para alguns um círculo vicioso. Pois tais pessoas sempre acabam buscando mais,
mais, mais...
Não estou dizendo que é pecado estudar (senão
cheguei a blasfemar contra Deus por ter passado 6 anos em um seminário). Mas
segundo o livro de Eclesiastes, isso tudo é correr atrás do vento. Viver em um
esforço desenfreado em busca de uma estabilidade intelectual e econômica perfeita
é algo inexistente! Tais pessoas precisam desfrutar um pouco mais da vida e
confiar, não em seus esforços, mas na suficiente mão de Deus, pois segundo o
salmista:
“Se não for o Senhor o
construtor da casa, será inútil trabalhar na construção. Se não é o Senhor que
vigia a cidade, será inútil a sentinela montar guarda. Será inútil levantar
cedo e dormir tarde, trabalhando arduamente por alimento. O Senhor concede o
sono àqueles a quem ama”
(Salmos 127:1-2)
2. Viver apenas
pelos prazeres dessa vida não têm
sentido
“Pensei comigo mesmo: Vamos. Vou experimentar a alegria.
Descubra as coisas boas da vida! Mas isso também se revelou inútil. Concluí que
o rir é loucura, e a alegria de nada vale. Decidi-me entregar ao vinho e à
extravagância; mantendo, porém, a mente orientada pela sabedoria. Eu queria
saber o que valesse a pena, debaixo do céu, nos poucos dias da vida humana.
(...) percebi que tudo foi inútil, foi correr atrás do vento; não há qualquer
proveito no que se faz debaixo do sol.”
(Eclesiastes 2:1-3, 11b)
Encontro
aqui uma pessoa a procura de sentido na vida. Primeiro, ele tentou por meio da
obtenção de sabedoria esse sentido, agora por meio dos bens materiais. Buscou
por meio das alegrias das bebidas, como o vinho e das construções que o seu
dinheiro poderia lhe conceder, mas percebeu a futilidade e que era inútil era
viver em prol do que é material.
Vemos
hoje pessoas em busca de sentido por meio dos prazeres e na obtenção de bens.
Quando observamos pessoas sem rumo numa mesa de bar, ou entregues à promiscuidade,
elas na verdade estão nessa mesma busca que nós estamos, porém numa perspectiva
diferente. Da mesma forma pessoas que são compulsivas por compras e que saciam
seus prazeres apenas estourando cartões de créditos, elas estão nessa busca de
sentido também. No final de tudo, tanto um quanto o outro acabam em sofrimento.
“...pois o amor ao
dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro,
desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos.”
(1 Timóteo 6:10)
“Não ande com os que
se encharcam de vinho, nem com os que se empanturram de carne. Pois os bêbados
e os glutões se empobrecerão, e a sonolência os vestirá de trapos.”
(Provérbios 23:20-21)
3.Existe um Anseio
dentro de nós posto por Deus
“Tenho visto o fardo que Deus impôs
aos homens. Ele fez tudo apropriado a seu tempo. Também pôs no coração do homem
o anseio pela eternidade; mesmo assim este não consegue compreender
inteiramente o que Deus fez”
(Eclesiastes 3:10-11)
Para as questões anteriormente citadas Deus nos dá
um “alívio sobre esse fardo”: o tempo apropriado para tudo. Assim como diz em
Eclesiastes: Para tudo há uma
ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu (Eclesiastes 3:1).
Ele nos ensina e nos adverte que sejamos
equilibrados em tudo. Precisamos administrar o nosso tempo e aproveitar com
tudo o que foi posto diante de nós. Precisamos estudar, mas precisamos
desfrutar das nossas conquistas também. Precisamos aproveitar de tudo o que foi
conquistado de forma honesta, comer, festejar, se alegrar com os amigos, mas
também prantear, se esforçar e lutar quando for necessário, afinal, há tempo
para tudo.
Mas, mesmo que a pessoa viva intensamente todas
essas coisas, segundo o livro de Eclesiastes, dentro dela possui um fardo interminável
que a corrói, que é o “anseio pela eternidade”. Anseio este que muitas vezes é
incompreendido por nós. Não compreendemos que antes da queda nós éramos
completos e inteiros. Após a queda, o que sobrou foi a saudade da nossa alma
pelo que é eterno. Temos profundas saudades de Deus, mas muitas vezes suprimos
esse anseio por coisas fúteis e transitórias.
O anseio pela eternidade é o sinal de que
precisamos reorganizar a cada dia nossa vida para que venha sobre nós o que é
perfeito. Mas desfrutando de tudo dando graças a Deus.
4. Obedecer a Deus
é o que nos dá sentido para
viver
"Agora
que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: tema a Deus e obedeça aos seus
mandamentos, porque isso é o essencial para o homem. Pois Deus trará a
julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom,
seja mau."
(Eclesiastes 12:13-14)
(Eclesiastes 12:13-14)
Pode ser que não compreendamos bem o mundo e como
ele funciona na esfera de Deus. Algumas coisas podem parecer sem sentido e
desconexo. Quem sabe alguém aqui não pense que não vale a pena mais viver.
Porém, Eclesiastes me convida a desfrutar do melhor desta vida: Deus.
Deus habitando dentro de nós é o que nos dá o real
sentido das coisas. Aprendo a amar o meu irmão por ele ser a imagem e
semelhança de Deus. Aprendo também a olhar para a natureza e perceber que é o
reflexo da glória de Deus e como tal, necessita dos cuidados de seus mordomos.
Aprendo que a injustiça é a ausência do temor de Deus nos corações dos grandes
e a tristeza do injustiçado.
O que é essencial para nossa vida é Deus, o Seu
Reino e Sua Justiça; e nisso é que devemos nos basear. As demais coisas (que
vão ficar) serão acrescentadas na caminhada.
terça-feira, 2 de junho de 2015
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Pião do Homem Aranha Gospel
Imagina se alguém realmente quiser patentear essa ideia? kkkkkkkkkkkkkkkkk
quinta-feira, 28 de maio de 2015
A Convocação Polêmica (Mateus 10:1-4)
“Chamando seus doze discípulos, deu-lhes
autoridade para expulsar espíritos imundos e curar todas doenças e
enfermidades. Estes são o nome dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado
Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e
Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão,
o zelote, e Judas Iscariotes, que o traiu.” (Mateus 10:1-4)
Introdução
Grandes
empresas coorporativas atualmente ao formar o seu quadro de funcionários eles
escolhem baseados em suas habilidades distintas: dinamismo, comunicativo,
proativo, fluência em duas, ou três línguas, sabe trabalhar em equipe, etc. Se
os mesmos observassem atentamente a convocação de Cristo fez entrariam em um
colapso nervoso.
Por
incrível que pareça Cristo, ao fazer o Seu convite, Ele não convidou os mais
renomados pensadores da época, nem muito menos os religiosos mais devotos
daquele contexto. Ele escolheu aqueles que nem nós mesmos pensaríamos em
convidar. Chamou aqueles que eram considerado os menores e desprezados daquela
sociedade.
O
intuito desse estudo é esclarecer que por mais que pareça estranho, Cristo nos
chama para sermos dEle e nos convida para uma grande obra.
O que veio antes
Ao
lermos Mateus 5-7 poderemos ver Cristo apresentando a ética do Reino de Deus
que era chegado. Já nos capítulos 8 e 9 veremos o poder e a autoridade
resultante desse Reino. Jesus não tinha apenas um belíssimos discurso, mas
tinha poder até sobre as doenças! Algo nunca visto naquele momento.
Mas
outra fator importante de citar era que Ele se compadecia das pessoas. Jesus
não era insensível às necessidades humanas. Ensinar, pregar e curar andavam de
mãos dadas: sua autoridade transparecia no que Ele dizia e fazia.
Quando
houve a necessidade de pessoas para ajuda-lo Ele declara em Mateus 9:37 e 38 o
seguinte:
“A colheita é grande, mas os
trabalhadores são poucos. Peçam, pois, ao Senhor da colheita que envie
trabalhadores para a sua colheita.”
A partir da necessidade percebida Ele mesmo tomou a
iniciativa de formar o Seu grupo de doze pessoas denominado de apóstolos (que
quer dizer “enviado”).
Mas se formos observar bem, acharíamos a escolha de Cristo
um tanto equivocada e que tudo que ele estava tentando construir teria sérios
prejuízos. Ao invés de pessoas renomadas, religiosas e de uma retórica
inquestionável, Cristo quis escolher pescadores ignorantes, cobradores de
impostos, pessoas incrédulas e até políticos revolucionários para serem Seus
representantes.
Gostaria de analisar com vocês alguns desses apóstolos para
perceber o quanto seria uma “furada” aos nossos olhos convocar pessoas como
eles:
- Pedro: Apelido dado por Jesus (que significa “Pedra” ou “Rocha”). Mesmo tendo um apelido tão “sólido”, isso não o impediu de ser bastante maleável. Em alguns momentos era colérico, impetuoso e constantemente mudava de opinião. Ex: (Jo. 18:10/ Mt.16:13-26).
- Tiago e João: Filhos de Zebedeu, ambos eram discípulos de Cristo. De temperamento intempestivo ganharam de Jesus o título de “Boanerges”, que significa “filhos do trovão”. Certa vez queriam que fogo do céu caísse sobre uma aldeia de Samaritanos por não querer a entrada de Jesus em suas terras. Os mesmos queriam ter posições elevadas no reino de Jesus. Ex: (Mc 3:17/ Lc. 9:54/ Mc 10:37)
- Mateus: Também chamado de Levi. Motivo de ira tantos judeus estava baseado em seu ofício: publicano. Um judeu que trabalhava para o serviço romano era inadmissível! Cristo o acolheu em seu grupo. (Mateus 9:12).
- Tomé: Entra para a história como aquele que apenas cria se visse algo palpável. Até hoje ele é conhecido por seu ceticismo
- Simão, o Zelote: A questão de ter um zelote em seu bando já é questionável.
Podemos até nos perguntar:
esse projeto tinha tudo para dar errado, mas não deu! Porque? Com
certeza não vou conseguir responder com tanta propriedade, mas vou dar alguns
motivos de tudo ter dado certo.
- Era Plano de Deus
“Sei
que podes fazer todas as coisas; nenhum dos Teus planos pode ser frustrado” (Jó
42:2)
Muitas vezes não compreendemos como funcionam os projetos
de Deus. E quando lemos as Escrituras percebemos isso também. Tudo abaixo da
terra está debaixo da vontade e da permissão de Deus. Nada escapa de seus olhos
e tudo que passamos também tem um propósito, pois “todas as coisas cooperam
para o nosso bem” (Rm. 8:28)
Deus é quem sabe o fim muitas vezes antes mesmo de começar;
Ele é expert em nos surpreender!
2. Para que o Reino de Deus se baseasse em Seu poder, não no
homem
“Minha
graça é suficiente pra você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2
Coríntios 12:9ª)
Não gostamos muitas vezes de coisas que saem de nosso
controle. Queremos muitas vezes ter o controle daquilo que fazemos em nosso dia
a dia. O que nos tira da zona de conforto é preocupação e a ansiedade. Cristo
nos convida a um caminho onde quem conduz é Ele.
3. Antes deles irem, eles aprenderam com Cristo
“Venham
a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.
Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de
coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas” (Mateus 11:28 e 29)
Antes mesmo deles saírem
para realizar as obras do Pai, eles tiveram próximos de Cristo e aprenderam com
Ele. Tiago, por exemplo, que era conhecido como um dos “filhos do trovão” se
tornou o primeiro mártir pela causa do SENHOR (Atos 12:2). A sua paixão pelo
evangelho de Cristo era inquestionável.
Pedro também passou por esse
processo. Após todo o processo, Pedro acabou sendo o Líder, escritor e pregador
de grande audácia. Seu sermão no Dia de Pentecostes resultou na conversão de
3.000 almas. Só que Pedro não chegou a esse nível sozinho, ele aprendeu
juntamente com Cristo como deveria agir.
Da mesma forma somos nós...
segunda-feira, 25 de maio de 2015
sábado, 23 de maio de 2015
VAMOS FALAR DE BÍBLIA - SEGUNDA FEIRA 25/05
Gente, a partir dessa Segunda Feira (25/05/2015) teremos nosso VAMOS FALAR DE BÍBLIA!
Estará disponível todas as Segundas no Canal do Youtube um comentário de algum capítulo da Bíblia.
Nessa segunda falaremos sobre Mateus 1:1-17
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